terça-feira, janeiro 11, 2011
Novo blog!
A partir desse ano, o blog ZQN tem casa nova no Wordpress.
Além disso, estou juntando material para publicar a décima edição desse fanzine fofo e preciso da colaboração de vocês. Então, é só mandar e-mail para zinequanon@gmail.com!
Beijo gigante para todos e até nossa nova casinha!
A editora
www.zinequanonsp.wordpress.com
quinta-feira, dezembro 17, 2009
ENTRE-VISTAS # 9
Ela pretende ser jornalista, pretende ser diretora de curtas, documentários e filmes, pretende ser mãe um dia, pretende viajar muito pelo Brasil e pelo mundo e pretende ser completa assim que possível e assim que puder (isso se der para fazer isso).
Seu nome é Paula Cabral Gomes, aquela que não consegue entrevistar ninguém mais no momento a não ser ela mesma. Tudo isso por se encontrar numa incrível crise de criatividade e existência e não por acreditar ser melhor do que qualquer ser humano existente na Terra (a não ser aqueles toscos que parecem não servir para nada a não ser incomodar os outros).
* por Paula Cabral Gomes *
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Zine Qua Non: Por que Paula?
Paula Cabral Gomes: Meu pai e minha mãe não encontravam um nome bonito, um que os dois gostassem e que ninguém na família já tivesse. Acho que minha mãe viu uma Paula numa novela, sugeriu o nome para o meu pai e ele, simplesmente, adorou. Adivinha o nome dele?! Paulo!
ZQN: Como chegou à conclusão de que queria fazer Jornalismo?
PCG: Na verdade, ainda não cheguei a essa conclusão. A idéia inicial era fazer Rádio e TV, Audiovisual ou Midialogia, mas minhas condições financeiras e meu esforço me colocaram na PUC-SP no curso de Jornalismo (sou bolsista do ProUni). Também recebi uma mãozinha de uma conhecida formada em Rádio e TV que disse para mim: “A única diferença entre o curso que fiz e o Jornalismo é que jornalistas assinam as coisas que são produzidas e os outros não”. Daí, na hora de colocar as opções na lista do ProUni, deu na cabeça colocar Jornalismo – PUC-SP. No meio também tinha audiovisual, letras e artes plásticas. Porém a primeira deu certo. Uma loucura e uma tensão enormes!
ZQN: Mas você está gostando da faculdade?
PCG: Bom, como em todo lugar, as dificuldades são enormes, há inúmeros professores péssimos e a burocracia é gigante. Porém o curso tem seus prós: poucos, mas grandes professores te guiam num caminho que se deve, praticamente, fazer sozinho. Há momentos em que acho que é tudo uma grande fraude (inclusive eu) e que, na verdade, somos todos autodidatas e somos nós que montamos a bibliografia de nossas vidas. Pensando bem, é isso mesmo que acontece. Outra coisa que prejudica toda essa história de faculdade é que ela não existe mais para o que foi criada: ser um lugar para desenvolver pensamentos, raciocínios, opiniões, ser um lugar de criação. Agora é apenas um trampolim para o mercado onde todos repetem as mesmas regras e assim vai empurrando com a barriga. Mas cada um faz sua própria faculdade. Ela é diferente para cada um.
Na PUC, eu fiz minha iniciação científica sobre Novo Jornalismo no Brasil, o conhecido New Journalism de Truman Capote e Tom Wolfe. Ela foi aprovada e, em breve, a defenderei num “Encontro de Pessoas que Fizeram Iniciação Científica”. É, eu não sei o nome do encontro e nem os detalhes, muito menos as datas.
Mas ao mesmo tempo, ela me transformou e muito. Posso me considerar um ser pensante agora.
ZQN: Como, quando e por que nasceu o Zine Qua Non? E de onde você tirou esse nome um tanto quanto, digamos, instigante?
PCG: O Zine Qua Non, também conhecido como ZQN, nasceu em janeiro de 2006, depois de muito ensaio para nascer. Meu namorado teve (tem) um zine com mais dois amigos chamado Colateral e foi por meio dele que descobri as graças de ser zineiro. Encantei-me pela arte de fazer fanzines e, conseqüentemente, amigos pelo país todo e, até, quem sabe, pelo mundo. Além disso, ia começar a faculdade e queria saber qual era a sensação de ter algo meu publicado e qual era o retorno dos leitores. Queria ver uma obra minha, com coisas minhas e das quais gosto numa publicação independente.
ZQN: Para onde você acha que o ZQN pode ir? Qual o futuro dele e que acho... ops... acha sobre ele agora?
PCG: O ZQN é hoje praticamente uma fuga prazerosa. É nele que coloco as coisas que quero, das quais gosto e que quero compartilhar. Ninguém manda nele a não ser minhas vontades. Acho que até por usar ele dessa maneira, ele não tem uma carinha específica, ele muda a cada edição, e também não é tão maduro. Não coloco minhas melhores produções nele, não gasto meses fazendo matérias para ele, fazendo ótimas resenhas, escrevendo textos com incríveis raciocínios desenvolvidos. Ele tem muito que crescer ainda, mas não o acho ruim, uma coisa qualquer, um dinheiro gasto a toa. A idéia é dar um gás no blog de dicas do ZQN, colocar mais atividades para indicar para o pessoal, não só eventos que acontecem
Esse zine pode ir até onde ele quiser, só depende de mim. Posso levá-lo a qualquer lugar sabendo produzir um bom material para ele e investindo nele. Aí está o futuro dele. Ser algo maior, significativo no meio das produções independentes desse país e, quiçá, do mundo (nossa!).
O futuro dele é continuar a ser livre...
ZQN: Por que você quer tanto comprar patins e por que come tanto doce?
PCG: Os patins seriam uma ótima desculpa para começar a fazer alguma atividade física que não me deixaria entediada. Não consigo passar horas numa academia correndo do nada a lugar algum.
Os doces são para tentar controlar toda a ansiedade que existe dentro de mim. E adivinhe só? Não adianta nada. A sorte é que (pelo menos por enquanto) eu não engordo com toda a besteira que coloco no estômago.
ZQN: Você é viciada em alguma coisa?
PCG: Sou louca por doces e mexo bastante na internet, mas conseguiria viver sem eles (de forma moderada, nada de oito-oitenta, exagero e total abstinência). Não fumo e não bebo por não gostar mesmo e porque um ataca minha renite e outro, meu fígado. Não que eu não tome uma vodka de vez em quando, uma cerveja para comemorar algo, porém é raro. É melhor ter um pouco mais de saúde. Meu probleminha é a internet. Adoro procurar músicas e vídeos novos na rede. Acredito que há um material incrível disponível e que é mal aproveitado. Eu tento utilizar racionalmente essa ferramenta para não me tornar uma pessoa exclusivamente virtual e perder o que há de melhor na vida: os relacionamentos pessoais e contatos físicos.
ZQN: O que o cinema significa para você?
PCG: O cinema é, digamos, um mundo mágico no qual acontece o que você quiser. Cada um, cada diretor cria a história, os personagens, o ambiente da forma que mais o agrada e acha ser mais eficaz em determinado caso. Trabalhar com imagem não é fácil, não é tão simples como pode parecer.
Em minha pouquíssima experiência com vídeo, o que mais me deixou encucada foi a procura incessante pela personalidade, pelo estilo, pela característica do diretor. Primeiro é extremamente complicado definir a si próprio, quanto mais “deixar sua marca” em algum trabalho, saber o que se deve fazer para que isso aconteça e apontar para os outros suas ferramentas e técnicas.
Além disso, tem algo mais sensacional, sentimento mais gostoso do que aquele que sentimos quando luzes se apagam e uma história começa a ser contada? É lindo, é emocionante, é estimulante. O que me renova e me coloca para cima e impulsiona para frente é saber que é possível fazer coisas bonitas, não importa se é drama, comédia, ação ou terror. O belo é o bem feito, bem planejado e desejado trabalho de cada um.
A beleza do Reza Forte (quinto curta dirigido pela Paula, eu, e apresentado na III Mostra de Curtas de São Caetano do Sul) não está apenas nas imagens, na atuação dos atores, na fotografia e no cenário, mas também nas amizades feitas, no aprendizado conseguido com esforço, no trabalho em equipe, no investimento de mais de uma pessoa sobre o mesmo projeto e na realização de alguma coisa. É bom ter algo para chamar de seu e de nosso. É gratificante.
ZQN: O que quer ser quando crescer?
PCG: Crescer mesmo não cresço mais, pelo menos com relação à altura. Mas pretendo ser insatisfeita. Estranho? Não! O estranho seria ler: eu quero ser feliz, jornalista e blá blá blá. Insatisfeita para não estagnar, não parar, sempre procurar respostas e soluções. Assim crescerei (ai sim!), serei alguém, um ser pensante, questionador e ativo. Espero que isso já esteja funcionando há muito tempo.
ZQN: Você acha que esses óculos acentuam sua intelectualidade?
PCG: Hahahaha... Bom, na verdade é uma tentativa de puxar boas vibrações do Ernesto Varella (Marcelo Tas, meu ídolo). Mas por enquanto não tá funcionando muito não. Peno bastante para fazer minhas coisas, não que ele, o Tas, não tenha penado também. Falando sério, comprei esses óculos para deixar de ser tão basicona. Antes eu tinha um sem armação, tão simpleszinho. Daí comprei esse, depois um All Star verde etc. Na real, é para fazer charme. Hehehe...
ZQN: Que cor tem sua alma agora?
PCG: Ela é roxa. Está se purificando. Acredito que ela será dessa cor por um bom tempo ainda. Não posso garantir nada, as situações determinaram como estar, ser e agir...
ZQN: O elefante verde subiu no banquinho para enviar uma carta e tomou groselha?
PCG: Enfim, sós... Adoro pepino com açúcar e torta de chicória com provolone frito. Minha bicicleta quebrou e ando de ponta cabeça agora.
ZQN: Qual o futuro das boy bands?
PCG: Os Backstreet Boys estão com boa parte da turnê agendada, previsão de lançamento de um novo cd para o início do ano que vem, dois dos meninos estão com projeto solo para estrear. O New Kids on the Block lançaram cd novo estão com clipes na TV. Está tudo uma loucura! E eu me divirto! E minha parte considerada “brega” pela “sociedade”. Não podemos nos esquecer da Britney Spears, do Michael Jackson e do Latino.
ZQN: Você vai amanhã lá hoje? E ótemsomdeú?
PCG: Talvez... E depende da palavra... Nossa! Essas foram supimpas!
ZQN: O que acha de pessoas que fazem auto-entrevistas em seus próprios fanzines?
PCG: São pessoas extremamente espertas, gênios da humanidade e egoístas pra cacete. Hehehe... Sério, acho necessário parar, nem que seja uma vez na vida, e fazer perguntas a si mesmo. Só assim nos conheceremos melhor e, conseqüentemente, conheceremos o próximo também. E eu estou num momento cheio de crises, todas as possíveis, de existência, de criatividade, de produção, e precisei parar um tempo. Estou sendo soterrada pela realidade e ir para a tona disso tudo está cada vez mais difícil, mas não desisto e sei que tenho que respirar. Coloquei minha base sobre a família, namorado e amigos para sobreviver. São eles que me alimentam com experiências, músicas, filmes, livros e tudo o que gosto para estar aqui e mostrar para que vim, para que estou aqui afinal.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Aniversário de 4 anos...
segunda-feira, janeiro 12, 2009
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Demora e transtorno
Por isso, peço que os leitores do blog e do zine impresso mandem sugestões e dicas para que o ZQN melhore sua qualidade.
Agradeço a atenção de todos.
Até fevereiro e comemoração de 2 anos de ZQN!
segunda-feira, julho 23, 2007
ENTRE-VISTAS #8
* por Paula Cabral Gomes *
ZQN: Como surgiu O Dilúvio? Quem deu a idéia? Conte um pouco a história da "revista que não chove no molhado".
Marcelo Jaguara: O DILÚVIO tem uma história bastante longa, na verdade, cheia de metamorfoses. Seu idealizador é o Tiago Jucá, jornalista formado pela FABICO, Faculdade de Comunicação da UFRGS de Porto Alegre, que trocou sua formatura pela primeira edição impressa do veículo, no início de 2003. Mas a idéia toda surgiu bem antes, ainda nos tempos dele como estudante. Na real, ele começou tirando sarro de um informativo interno, "oficial" da UFRGS, chamado No elevador, que Jucá subverteu para Noé leva a dor e começou a distribuir via news-letter (mailing list) para colegas e conhecidos. O conteúdo era sarcástico, cômico e ácido ao mesmo tempo.
Com o interesse da galera e aumento constante dos leitores, além da adoção (ou melhor, aceitação) do apelido Noé por ele, a coisa evoluiu rapidamente para um sitezinho, intitulado "A arca de Noé". Depois de um tempo, sumiu, depois voltou de novo, até que se transformou n’O DILÚVIO, e acabou indo pro papel (branco mesmo na primeira edição, com apenas 16 páginas) no IIIº Fórum Social Mundial, em janeiro de 2003.
Daí até o #4 foram muitos trancos e barrancos, num trampo meio solitário do Jucá, com algumas colaborações esporádicas e muitas experimentações gráficas e de estilo. A partir do 5º número começou a história do encarte de CDs, tendo a Bataclã FC (banda portoalegrense) como pioneira nessa parceria. Daí em diante a equipe foi se formando, mutando, crescendo, até chegar no time mais ou menos fixo que hoje rema a barca. Mas a segunda fase, a profissional mesmo, com maior tiragem, ampliação do número de páginas, mudança de formato e tamanho, adoção da licença Creative Commons e da distribuição gratuita começou a partir da edição #8. Ela é o verdadeiro divisor de águas, o start da arca do presente e do futuro, que sabe pra onde quer navegar e quem quer a bordo. Mas é um processo de evolução constante, e tudo pode mudar a qualquer momento, tal qual o clima na Terra...
ZQN: Como você passou a fazer parte desse projeto?
MJ: Conheci o Jucá-Noé pelos idos do verão de 2003, num ERECOM/Sul (Encontro Regional de Comunicação da Região Sul, com participação de estudantes dos 3 estados aqui "de baixo"). Ele estava recém-formado mas ainda agia como se fosse estudante (hehehe), pois não queria se desvencilhar da galera.Ficamos em quartos vizinhos e logo nos identificamos e ficamos parceiros. Naquela época eu era bem mais fissurado em zine do que hoje, acho que estava no auge da descoberta e integração com o mundo fanzineiro e empolgado com as oficinas que eu estava dando, a exemplo da que fiz naquele próprio ERECOM. E o Jucá estava empolgado com um curta que acabara de realizar junto com uma galera de Poa. Me falou mais do filme, na real, e bem menos da idéia da revista. Mas comentou que mandava uma news-letter pra galera e acabou adicionando meu e-mail na lista. Então comecei a receber os informes "viajandões" e logo me interessei. Mas por um tempo perdemos contato e nem lembro quando nos encontramos de novo depois daquilo, mas o fato é que quando o vi já estava com a edição 2 em mãos, e se preparando para a #3.
Eu trampava na Assembléia Legislativa em Porto e me coloquei à disposição para o que ele precisasse, pois contava com algumas facilidades lá (como xerox e telefone liberado). Ele começou a dar umas bandas lá de vez em quando, e fomos nos tornando muito parceiros. Ele tava com dificuldades em encontrar colaboradores, e eu louco para publicar algo em meu nome, pois estava de saco cheio de ser assessor de imprensa. Então, como eu havia feito uma entrevista muito legal com um flanelinha por causa de uma cadeira da faculdade, perguntei pra ele se não teria como publicá-la na edição. Ele leu, achou massa e que tinha a ver, e resolveu publicá-la. E também aproveitou um texto do outro jornalista que trampava comigo, o Charles School. Como deu boa repercussão a matéria e nossa parceria começou a fluir, me aproximei mais e me ofereci para ajudar em coisas que ele tinha dificuldades, como captar anúncios.
Nessa época, resolvi chutar tudo pra cima e abrir uma produtora de eventos com alguns outros amigos, sendo que uma de minhas sócias era amiga dele e principalmente de sua namorada da época. E como a produtora era uma porra-louquisse e inevitavelmente teve uma curta existência, resolvi migrar definitivamente para O DILÚVIO, apesar de ter que voltar para o mercado "formal" de trabalho. Fui tocando em paralelo a revista e acabei me apaixonando por ela de maneira inevitável, tanto que hoje não concebo uma vida fora da "família diluviana".
ZQN: Por que, depois de sete números, resolveram mudar o projeto gráfico?
MJ: Na verdade já vínhamos pensando há mais tempo em trocar o formato e projeto gráfico da revista. Mas como no que chamamos de "primeira fase" da revista tudo era muito precário e amador, não tínhamos noção de como fazer isso e nem o que pretendíamos exatamente. Contudo, quando ficamos sabendo do resultado positivo do edital da Incubadora, resolvemos pensar mais seriamente n’O DILÚVIO enquanto empresa e produto de comunicação. Já sabíamos que havia alguns problemas com nosso "produto", pois sempre era grande a dificuldade em vendermos os exemplares e na marca se tornar conhecida.
Então resolvemos radicalizar de uma vez por todas. Pensamos: "Já que vamos nos tornar ‘sérios’, fazer parte de uma incubadora e tentar uma expansão a nível nacional, vamos evoluir radicalmente nossos conceitos". Como já achávamos a revista "feinha" apesar do bom conteúdo textual, resolvemos estudar um novo formato que também fosse de encontro com nossos valores ecológicos e ao mesmo tempo desse uma cara mais "moderna", mais atraente para a revista.
Porém, algo que ainda nos insatisfaz é o “letter” da marca, o nosso logotipo afinal de contas, pois acreditamos que seja muito quadrado, destoando do restante. É um aspecto sobre o qual temos pensado bastante e que possivelmente vá mudar em breve.
ZQN: Qual o público alvo?
MJ: O público alvo d’O DILÚVIO, apesar de ser bastante segmentado, é bastante amplo e complexo, como quase todos os aspectos de nosso "composto de marketing". Prioritariamente buscamos atingir e enfocar a faixa que batizamos de "jovem adulto", ou seja, não os adolescentes, mas sim os jovens "de vinte e poucos". Entretanto, esse é o perfil de público que consome os exemplares avulsos, distribuídos gratuitamente nas faculdades, eventos e pontos de distribuição. Por outro lado, há uma parcela significativa de leitores acima dos 30 anos, que são mais representativos no que diz respeito a vendas de encartes em bancas, lojas e mesmo assinaturas. Enfim, são eles que "pagam a conta", pois consomem a fração paga de nossa tiragem.
Há ainda as pessoas que conhecem nosso trabalho somente pelos meios virtuais, tais como a comunidade no Orkut, MySpace e site. Estas são mais difíceis de mapear, porém, através das enquetes e outros mecanismos, tendemos a crer que também são pessoas entre 18 e 40 anos (algumas com um pouquinho mais até), instruídas e com poder aquisitivo médio. No quesito gênero, falamos com um público basicamente equilibrado, sendo meio a meio: 50% homens e 50% mulheres.
ZQN: Quais foram os retornos positivos que a revista recebeu até hoje?
MJ: A revista tem recebido uma infinidade de retornos positivos, o que nos motiva muito a seguir adiante inovando, testando, ousando, enfim, experimentando ao máximo para não chover no molhado. Prova disso são os freqüentes “ex-crepes” que recebemos no Orkut, tanto em nossas páginas pessoais quanto no perfil da revista ou mesmo na comunidade. Muitos e-mails chegam também todas as semanas, e muitas vezes nos surpreendemos, pois vêm de pessoas que nem imaginamos como tomaram conhecimento de nosso trabalho.
Muito positivo também é saber que nossas matérias repercutem, que as pessoas as reutilizam, passam adiante e que até muitos professores as têm usado em sala de aula, como instrumento pedagógico e de fomento ao debate. Isso acaba nos gerando outros nichos de trabalho, principalmente para mim, que sou “oficineiro”.
Temos sido chamados para inúmeros debates, palestras, oficinas, eventos, enfim, é muito satisfatório saber que em alguns casos servimos como exemplo para outras iniciativas. Além disso, seguidamente temos sido pauta de outros veículos de comunicação, como rádios, sites, blogs, zines (como está acontecendo neste bate papo!) e até mesmo programas de TV.
E até mesmo no meio mais científico estamos tendo alguma repercussão, pois já três ou quatro estudantes resolveram fazer seus TCCs de conclusão de curso com estudo de caso sobre a revista. Tudo isso somado, mais os contatos pessoais que ocorrem, o reconhecimento público nos locais onde chegamos, a boa receptividade das pessoas que trabalham conosco nas mais diferentes esferas têm sido decisivos para nos mantermos firmes em nossa proposta, e por isso só temos a agradecer toda essa energia que acaba retornando para nós.
ZQN: O que é o Prêmio Uirapuru? Há quanto tempo ele existe?
MJ: O Uirapuru é o prêmio de música brasileira da revista. Ele existe desde o período "paleodiluviano", que é como apelidamos carinhosamente a fase embrionária d’O DILÚVIO, quando nem o nome era esse. Ele foi criado por nosso editor manda-chuva Tiago Jucá bem antes da revista ir para o papel, ainda em 2000.
Na época apenas meia dúzia de pessoas votavam, basicamente os amigos dele, via e-mail. Depois passou pelas news-letters intituladas "Noé leva a dor" e pelo site inicial "A arca de Noé", sempre com o objetivo de apontar os destaques da música nacional no ano anterior à sua divulgação.
Em alguns momentos seu resultado foi se alternando entre o site e a revista, sendo que em algumas edições foi pro papel de maneira modesta. A cada ano veio evoluindo bastante, agregando muitas novas pessoas e hoje já conta com respaldo de nosso público leitor.
Prova disso é sua 7ª edição, cujo resultado foi publicado recentemente, na edição #10. Nesta edição mais recente do prêmio, foi ampliado significativamente o quadro de jurados e graças à divulgação e estruturação da revista, angariou centenas de votos também dos leitores, tendo sido o mais amplo de sua história.
A tendência é que cresça cada vez mais e se consolide enquanto um prêmio realmente significativo perante a opinião pública brasileira, devido à sua independência e pluralidade. A idéia é que um dia possa realmente ser realizado um evento de entrega da premiação, para concorrer com prêmios jabazísticos como o MTV Awards.
ZQN: Vocês possuem jornalistas (colaboradores) fixos ou os colaboradores mudam de edição para edição?
MJ: Assim como praticamente todos os veículos de comunicação, O DILÚVIO conta com um corpo fixo de jornalistas na redação, além dos colunistas do site e da revista. Mas este número é bem pequeno, e estas pessoas também precisam assumir outras tarefas da empresa, pois somos uma estrutura ainda “nanica”, bem pequena mesmo. Porém, além destes colaboradores mais diretamente ligados à empresa, há mais uma dezena de apaixonados pelo projeto que "orbitam" ao redor, sempre dispostos a colaborar com conteúdos e participar de algumas reuniões de redação. Eles "abraçam" uma pauta específica para a edição impressa e têm autonomia também para propor matérias para o site, tais como coberturas de eventos e outras. Além deles contamos com alguns correspondentes "de confiança" no interior do RS e em outros estados, que também sugerem pautas de outras localidades, o que é bastante variável.
E há seções em que convidamos outros para colaborarem, a exemplo da "Aventura", onde o objetivo é que se transmita a vivência pessoal de alguém em outro país, algo meio "primeira pessoa". O objetivo maior, no entanto, é sempre uma ampla diversidade de temas, abrangência e autores publicando, para que sejamos uma revista plural e não pessoal, escrita apenas por duas ou três pessoas. Para comprovar isso, basta conferir o "Speed enter" (expediente) de cada uma das edições, onde sempre figuram no mínimo 20 nomes com algum grau de envolvimento na produção do conteúdo.
ZQN: Quem pode colaborar?
MJ: Basicamente qualquer pessoa de boa vontade pode colaborar com O DILÚVIO, desde que apresente empenho, criatividade e, claro, qualidade em seu trabalho. É importante também que conheça minimamente a linha editorial do veículo e que compreenda nosso conceito de "não chover no molhado". Somos bastante abertos a participações e sempre procuramos incentivar pessoas a contribuírem de alguma forma com o processo, pois é a diversidade de opiniões, pontos de vista, talentos e outros aspectos que trazem força à publicação e respaldo dos leitores. Fica o convite aos interessados: podem entrar em contato, pois não mordemos não!! Hehehehe...
ZQN: Onde podemos encontrar O Dilúvio?
MJ: Há várias maneiras de encontrar O DILÚVIO (invente a sua!, diria a propaganda do Neston), mas a mais fácil é certamente via assinatura, se você é de fora do RS, ou nos pontos de distribuição, se você mora na região metropolitana de Porto Alegre.
Por sermos daqui, certamente os leitores mais próximos geograficamente dispõem de mais opções neste sentido. De resto, depende um pouco de sorte, pois basicamente entregamos em blitz nas universidades, eventos nossos ou que apoiamos ou via correio mesmo. Mas hoje trabalhamos fortemente num processo de nacionalização da revista, então já está disponível em algumas capitais de outros estados, tanto para compra quanto para pegar o exemplar gratuito. E trabalhamos também bastante com o que chamamos de "operação formiguinha", através de pessoas que se encarregam da distribuição mão-a-mão em outras localidades.
Essas pessoas recebem pacotes que variam de 5 a 40 exemplares e se responsabilizam em difundir a revista em sua área de atuação, principalmente, neste momento, entregando para formadores de opinião e pessoas interessadas. Para facilitar essa confusão, procuramos sempre divulgar em nossos meios virtuais os locais onde estão disponíveis os exemplares.
ZQN: E o projeto "Aperte o prêi"? Como ele funciona e quem teve a idéia?
MJ: O "Aperte o Prêi" veio a ser a materialização de uma idéia antiga nossa, mas que como tudo na vida aconteceu da forma mais inusitada e não planejada possível. Desde que começamos a encartar CDs (na edição #5), também surgiu a vontade de ampliar as possibilidades de encartes, tanto que até um livro já lançamos (na edição #7). E um DVD sempre permeou essas idéias, porém esbarrávamos nas questões técnicas e de custos. Mas que na verdade se mostraram transponíveis depois de realizarmos este primeiro, provando que o que faltava era empenho e tirar a idéia da cabeça e pôr no papel mesmo.
Este primeiro volume, como quase tudo aqui na revista, surgiu duma espécie de "brain storm" durante uma reunião meio complicada que tivemos, por conta da chegada dos EPs da Orquestra Imperial. Às vezes temos algumas surpresas com relação aos encartes, principalmente quando trabalhamos à distância, como foi no caso deles, que são do RJ.
Combinamos tudo com a OI, achamos “ducaralho” a idéia de poder encartá-los, mas a realidade é que não havíamos visto ainda o produto que nos forneceriam. E qual nosso choque ao receber as peças e constatar que, além de serem só 4 faixas que somadas totalizavam pouco mais de 10 minutos de música, eram em SMD, tecnologia que barateia a produção e que por conta disso estampa na capa o preço final de repasse ao consumidor: R$ 5,00.
Como somos uma empresa ética, chegamos à conclusão que seria enganoso repassar para nosso leitor apenas este encarte, pois nosso padrão de preço é de R$ 10,00 (dos quais R$ 6,00 vão para o artista), visto geralmente encartarmos CDs "completos". Então, começamos a quebrar a cabeça no sentido do que mais poderíamos agregar à edição para ela valer seu preço de capa, tendo em vista a satisfação do leitor. E depois de muitas sugestões, discussões e tal, eis que algum iluminado, que no fim ninguém nem lembra quem foi, deu a idéia de fazermos um DVD. Inicialmente alguns argumentaram da dificuldade e tal, mas o Mateus foi quem acabou insistindo e demonstrando a viabilidade. Daí começamos a correr, pois faltavam apenas duas semanas para o lançamento da edição. Por sorte conhecemos várias pessoas metidas a cineastas, experimentadores da sétima arte e outros doidos dessa área, inclusive um dos nossos colaboradores. Ficaria muito longo se eu fosse descrever todo esse processo, mas o fato é que nos superamos e realizamos tudo nos 15 dias que dispúnhamos, desde a seleção dos filmes, padronização dos elementos na master, até a confecção das capinhas e serigrafia das mídias.
E no fim deu tudo certo, transformamos o limão em limonada e acabou sendo um tremendo sucesso, tanto que até agora, quando já esgotou a tiragem, ainda estamos recebendo encomendas. Isso nos fortaleceu muito enquanto equipe e empresa, e certamente fortaleceu o projeto, que retornará em breve, com diversas modificações e evoluções.
ZQN: Qual o objetivo da revista?
MJ: O objetivo primordial e principal da revista é levar cultura, informação e entretenimento livres para o leitor. E por "livres" entendemos vários aspectos, como ela ser gratuita, estar disponível também no site, inclusive para download, encartar produtos culturais de artistas independentes e, acima de tudo, autonomia editorial, no sentido de que os autores têm total liberdade de expressão e estilo, e de que o comercial jamais vai falar mais alto do que a redação no que diz respeito ao conteúdo. Nesse sentido o parâmetro é sempre nossa própria crença no que é certo, e na de nossos leitores, e não dos patrocinadores, que compram espaço comercial mas jamais opinião. Além disso, é claro que também objetivamos a auto-sustentação d’O DILÚVIO enquanto empresa, e nosso auto-sustento, enquanto trabalhadores. Todos aqui sonham poder viver apenas dessa empresa, sem ter que "prostituir" partes de seu tempo com outros trabalhos que não nos realizam ou não acreditamos. Isto está diretamente ligado a outro grande objetivo nosso, que é poder expressar e atuar com autenticidade e responsabilidade, sem pressões de chefes ou sensores. Basicamente é esse nosso intuito: auto-realização enquanto pessoas e profissionais, antes de qualquer outra coisa.
Mas também gostamos de saber que em alguma medida estamos abrindo caminhos para outros, mostrando a possibilidade prática de pessoas viverem daquilo que gostam e sabem fazer. Assim nos sentimos como participantes ativos de um processo de democratização e pluralização das vozes na sociedade, de desmistificação dos processos de comunicação social, algo que cremos ser muito saudável para todos.
ZQN: Qual o seu objetivo com a revista?
MJ: O meu objetivo está em grande parte explícito na resposta anterior, pois é primeiramente essa realização profissional, pessoal, financeira. Além disso, meu sonho é que eu possa percorrer o mundo enquanto profissional da comunicação, a partir de uma atuação reconhecida, sem ter que ir "pra gringa" lavar pratos ou engraxar sapatos. Se um dia estiver lá, vai ser por ter conseguido ampliar de maneira substancial minha e nossa capacidade profissional, de atuação e articulação e aí sim vai ter valido a pena. Poder voar alto a partir de uma base que eu, nós construímos desde o solo.
ZQN: O que ela significa para você?
MJ: Ela significa atualmente quase tudo pra mim. Empenhamos e dedicamos aqui parcela substancial de nosso tempo, nossas energias, nossas expectativas e esperanças, e isso tem criado uma simbiose quase irreversível entre as pessoas e a materialização desse sonho coletivo, que chega às pessoas em forma de produto palpável, mas que pra nós é bem mais que isso.
Cada página da revista é composta do suor e (às vezes, por que não?) até do sangue dos que estão envolvidos nela. Passamos por diversas privações e sacrifícios em nome dela, e essa paixão que move todo esse time até mesmo em alguns momentos chega a gerar tencionamentos e conflitos inevitáveis, o que depois também fortalece. Então, parafraseando o Otto, em entrevista a nós próprios, "O DILÚVIO é vivo, é meu amor, é meu tesão!"
Mas não posso deixar de fora também minha veia pedagógica, pois me preocupo e gosto de envolver com questões ligadas à educação, talvez até por influência de meu pai e minha tia, que são professores. Por isso acredito que O DILÚVIO também tem me possibilitado visibilidade suficiente para eu ser chamado para oficinas, debates e coisas assim, significando então um acesso à este mundo, que me fascina bastante.
ZQN: Você tem outros projetos paralelos a esse?
MJ: Continuando a partir do que estava falando, tenho conseguido voltar a trabalhar com estas questões mais ligadas à arte-educação, a exemplo de oficinas de fanzine, e isso me leva a outras atividades, como preparar estas apresentações, o que acho muito bacana.
Curto criar algumas espécies de "jogos didáticos", através dos quais tento passar conceitos de ortografia, gramática, criação publicitária e de redação, enfim, incitar o raciocínio, a curiosidade e criatividade das pessoas. Infelizmente tenho tido pouquíssimo tempo para isso, então minhas oficinas são basicamente requentados de coisas que eu já havia concebido em outros tempos (minha fase de "paixão mais intensa" pelo mundo zineiro). Mas acredito que mais adiante poderei me dedicar mais a isto, o que será muito legal. E também tento trabalhar, sempre que possível, em meus fanzines próprios, que em geral começo e não acabo (normal, hehehehe). Tenho alguns quase acabados, mas que sei lá há quanto tempo não tenho conseguido pegar para trampar. E quando dá também faço algumas outras criações a partir de cola, papel e tesoura, como cartões comemorativos, flyers e coisas desse tipo. É uma das principais coisas que tento passar nas oficinas: de que as técnicas fanzineiras servem para bem mais do que produzir um zine em si.
Além disso contribuo com uma professora aqui da Feevale, meio "em off", numa pesquisa em comunicação, que já iniciamos no semestre anterior, período no qual concluímos outra também. Com ela desenvolvo meu lado de produção mais "científica", digamos assim (hehehe), e já tive como fruto meu "primeiro livro", onde meu nome saiu como co-autor, algo muito legal para minha carreira de escritor.
ZQN: Quais serão as próximas "invenções" d'O Dilúvio? Você pode adiantar algo?
MJ: É muito difícil poder antecipar quais nossas próximas "invenções", porque aqui tem um bando de maluco que tá sempre querendo inventar moda e arranjar sarna pra se coçar. Basta a gente imaginar um fim-de-semana livre com a família e os parceiros e algum retardado tira da cartola a produção de adesivos ou pastinhas pro comercial ou coisas assim. E às vezes as idéias surgem do nada, em horas inusitadas, então é mais difícil de prever do que Tsunami.
Mas é claro que como toda "boa" empresa temos algumas metas, objetivos e um mínimo de planejamento a médio e longo prazos. Então, algumas coisas que já temos claras é ampliar a tiragem (que já não dá conta da demanda), aumentar gradativamente o número de páginas e seções, diminuir a periodicidade para bimestral e posteriormente mensal e também modernizar nossa logotipia. O site também passará por uma profunda revolução, aguardem, e certamente um volume 2 da série "Aperte o prêi" será lançada, mas mais que isso já é coisa pra Nostradamus dizer...
ZQN: Se elas existem, por quais dificuldades passa a publicação?
MJ: A publicação, assim como todas independentes/ alternativas, passa pela dificuldade elementar de falta de grana. Hoje, felizmente, já não atuamos totalmente no vermelho e temos conseguido "honrar" nossas despesas enquanto empresa, mas salários, por exemplo, para os colaboradores ainda não existe.
Temos também algumas dificuldades administrativas, afinal somos comunicadores e não gestores profissionais, mas que aos poucos vamos assimilando e contornando, pois apesar de tudo também não somos tão estúpidos (hehehehe). O fato, contudo, é que ser empreendedor no Brasil é 10 vezes mais difícil do que ser comunicador, e isso tem nos amadurecido muito.
Algumas deficiências tecnológicas por horas também se mostram obstáculos efetivos, porém vão sendo sanados na medida das possibilidades, pois este tema geralmente envolve altos valores quando se pensa em soluções de qualidade, e esta verba ainda falta à empresa.
Mesmo com essas dificuldades, no entanto, várias evoluções têm se mostrado nítidas, de edição para edição, e acabam superando os aspectos negativos em freqüência e amplitude, e por isso cremos que todos serão superados a seu tempo.
ZQN: Qual o futuro das publicações independentes no Brasil? Como você as vê hoje?
MJ: Acredito que o número de publicações e a conseqüente qualidade média delas deve crescer cada vez mais. A cada dia se conta com mais facilitadores tecnológicos para que as pessoas se comuniquem e se expressem e isso vai gerando transformações a cada geração, que vai se sentindo mais livre pra interferir e produzir, ao invés de apenas consumir e receber, como nos tempos passados.
Assim, acho que hoje estamos vivendo a ponta desse iceberg, com publicações novas surgindo a todo tempo, em todo lugar, mas infelizmente muito poucas são as que perduram o suficiente para contar (su)a (própria) história, para que as pessoas se importem com essa história. O que projeto de diferente para o futuro é que muitas mais terão fôlego para ir adiante, para se manterem vivas e crescendo.
Só não se pode é ir contra a corrente da gratuidade, pois creio que cada vez menos pessoas estarão dispostas a pagar por conteúdo e informação. Quem deve pagar a conta, cada vez mais, são as empresas que querem veicular sua lembrança na mente dos consumidores de outras necessidades, e não o leitor.
E acho que neste sentido várias publicações já estão na vanguarda em nosso país, felizmente, mas ainda é pouco, diante do que pode-se crescer.
ZQN: Quais suas expectativas para o futuro próximo?
MJ: Ser feliz naquilo que realizo, ter qualidade de vida sem desqualificar a das demais pessoas, poder curtir ao ar livre os dias ensolarados e aconchegado os nublados e chuvosos junto com alguém especial e rodeado de pessoas divertidas, ganhar o suficiente para realizar alguns pequenos desejos sem prejudicar os de outrem, poder viajar o suficiente para adquirir “cultura” de fato (e não teórica), poder ser um difusor, uma antena potente, das boas idéias e realizações, ter saúde suficiente para realizar e curtir tudo isso e amor suficiente no coração para compartilhar e propagar tudo isso. O resto é só conseqüência, então deixa o destino trampar um pouquinho também...
ZQN: Passe os contatos d'O Dilúvio e os seus também para quem se interessar em conhecê-los.
* O DILÚVIO: a revista que não chove no molhado *
Contatos: (51) 3586-8906
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Marcelo Jaguará (Trafegante de informação)
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(51) 3582-8626 / (51) 8117-7824 (tá dando pau...)
ZQN: Esse espaço é todo seu. Deixe seu recado.
MJ: Bom, já falei tanto que o recado acho que foi dado... Desculpem, mas sempre falo demais... hehehehe...
Mas, falando sério, acho que era isso. No mais, tentem sempre ser felizes e fazerem as coisas com tesão, paixão, amor, enfim, intensidade. Lembrem-se de que só alcançamos aquilo que nos dispomos a buscar. E o fruto será tão saboroso quanto nos empenhamos em adubar sua árvore. Como diria o sempre sábio Saint-EXupéry: "Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante." Falow, cuidem-se e fiquem na paz!! Beijo pras mina, abraço pros mano!!
terça-feira, março 27, 2007
ENTREVISTA #7
* por Paula Cabral Gomes *
Zine Qua Non: Quando você começou a desenhar?
Andrei Muller: A memória mais remota que eu tenho é no jardim da infância. Todas as crianças fazendo altas cagadas com cola colorida e eu empenhado em desenhar o Super-Homem. Me lembro bem que era aquele esquema de fazer qualquer coisa com a cola colorida numa metade da folha pra depois dobrá-la e passar a cola pro outro lado, formando aquelas figuras abstratas e simétricas, que usam em testes de psicologia, saca? Tudo bem colorido e psicodélico. E nessa eu tava lá empenhado em desenhar o Super-Homem com todos os detalhes. Quando terminei o desenho peguei e fiz o mesmo que as outras crianças, dobrando a folha e estragando o desenho todo. Lembro da tia falando do outro lado da sala: "ANDREEEIIIIIii NÃÃÃOOOoooo...", mas aí já era tarde demais. O Super-Homem ficou todo deformado. Eu desenhava o tempo todo na escola.
ZQN: Na escola, como era a relação com os professores, já que você desenhava mais do que prestava atenção nas aulas?
AM: Normal. Alguns me chamavam atenção, alguns até achavam legal, me elogiavam e tudo. O lance do desenho não era o problema, porque, enquanto eu desenhava, eu não tava fazendo zona.Fui suspenso incontáveis vezes, e não fui expulso por muito pouco. Mas nada disso tinha a ver com o fato de ficar desenhando. Nunca repeti de ano nem fiquei em recuperação. Só estudava o suficiente pra passar de ano e sempre passava raspando.
ZQN: Quando a "coisa" ficou séria mesmo e você resolveu mostrar seu trabalho?
AM: Quando entrei pra escola de Belas Artes da UFRJ e descobri o atelier de litografia. Antes tudo que eu fazia era desenho de caderno escolar. Mas por mais detalhados e fantásticos que poderiam ser, eles continuavam sendo "desenhos de caderno"...
Entrei pra EBA e passei a frequentar esse atelier de litografia. Nessa comecei a ter a pretensão de fazer "obras de arte"... sei lá.
ZQN: Você fez durante sete anos litografia na EBA, UFRJ, e, como você me disse isso acabou virando uma doença e um sofrimento. Por quê?
AM: Então, na faculdade eu podia pintar, esculpir, fazer xilogravura, gravura em metal, etc etc... Mas a única coisa que eu queria fazer e fiz foi litografia. Eu ficava o dia inteiro infurnado no atelier, cheguei a dormir lá (no atelier da faculdade) várias vezes, etc. Era uma doença mesmo. um vício. Fazer gravura e em especial lito é uma coisa bem física. O processo é bem desgastante. As pedras que eu usava (matrizes litográficas) eram enormes e muito pesadas. Era carregar pedra pelo atelier todo, esmerilhar, acidular, imprimir, imprimir, imprimir... Eu realmente me sentia em tempos medievais trabalhando em algum calabouço de tortura ou coisa parecida. Pra quem não conhece o processo não da pra ter uma noção muito boa. Mas resumindo: é bem desgastante e medieval. Principalmente se você faz trabalhos de proporções grandes e com mais de uma matriz. Eu só usava as maiores pedras do atelier, que devem medir mais ou menos 100cm x 80cm, e devem pesar uns 100 quilos. E em cada trabalho sempre utilizava de 4 a 6 matrizes. Mas isso tudo acabou. Sabe aquela coisa de treinamento em filme de artes marciais onde o cara treina sete anos com pesos amarrados nas mãos e nos pés? Agora eu faço pintura dançando. Sem esses pesos.
ZQN: Onde suas obras já foram expostas?
AM: No Rio: no Museu do Ingá, na Casa da Matriz, no Circo Voador e em alguns salões de arte da EBA. Em São Paulo: na Galeria Choque Cultural e na coletiva da troca de galerias da Fortes Vilaça X Choque Cultural, na Fortes Vilaça.
ZQN: Quando seu trabalho ficou mais conhecido?
AM: Depois que vim pra São Paulo em 2005 e expus na Choque Cultural. A repercussão foi excelente.
ZQN: Como é a aceitação do público?
AM: Quando tava rolando a minha individual na Choque no ano passado, eu presencie um casal entrando na expo e saindo logo em seguida como se tivessem visto a febre amarela. A mulher falando que não aguentava ficar ali naquele ambiente... "muito tenso". Não gostaram nem um pouco... Mas tipo, o Igor Cavalera se amarrou.
ZQN: Quais foram/são suas inspirações?
AM: Tudo. Coisas intensas e verdadeiras. Que tenham substância. Que sejam capazes de me emocionar. E todos os mistérios da vida e da morte.
ZQN: Quando veio para São Paulo? Por quê? Como está sendo essa experiência?
AM: Vim pra São Paulo em abril de 2005 atrás do amor da minha vida, que hoje é minha mulher. A experiência está sendo intensa e o resultado disso tudo é nossa linda filhinha de 10 meses.
ZQN: Como é sua relação com a Galeria Choque Cultural? Quando começou essa relação?
AM: A relação é muito boa e começou no dia que eu cheguei lá na galeria com as litos de baixo do braço e os caras gostaram. Também gostei deles.O pessoal lá da Choque é de verdade.
ZQN: O que acha do trabalho da Choque?
AM: Acho excelente e bastante relevante por abranger estilos diversos dentro de um contexto mais underground/alternativo. Não existe muito disso por aí. A Choque é especial.
ZQN: De quais artistas gosta?
AM: Werner Herzog, Harmony Korine, Justin Broadrick(Jesu/Godflesh), Leonard Cohen, Lourenço Mutarelli, Gustavo Speridião, Flávio Vasconcellos, José Bonfim, Roger Vianna, David Lynch, Slayer, Public Enemy, Frank Miller, Dave Mckean, Joel Peter Witkin, Jimi Hendrix...
ZQN: Qual a diferença entre expor na Choque Cultural e na Fortes Vilaça?
AM: Na Choque, eu montei a exposição toda sozinho. Na Fortes, tinham dois caras com luvas brancas que penduraram as telas.
ZQN: Depois de trabalhar tanto tempo com litografia, como está sua relação com a pintura? (Hehehe...)
É engraçado por que sinto como se já pintasse a muito tempo, e tipo, comecei a pintar não faz dois anos... É aquela história do "treino" de sete anos na lito aplicado e potencializado na pintura.("Eu pinto dançando", haha...)
ZQN: Qual a ligação de seu trabalho com a música? Quais sons você diria que tocam quando está produzindo e quando analisa as obras?
AM: Jesu e Godflesh são os sons que mais escuto. Tem influência direta no meu trabalho.
ZQN: Quais outros trabalhos você está desenvolvendo?AM: Comecei uma série nova de pinturas e estou levando bastante a sério meu trabalho com vídeo, que tem evoluído bastante. Acabei a pouco tempo também a arte pro cd da banda Maldita. O projeto gráfico do cd é todo em cima das minhas pinturas.
Vai tá rolando um website com meus trabalhos também em breve.
ZQN: De onde veio a idéia de misturar instrumentos médicos, ursinhos de pelúcia, bebês e parafusos na mesma obra?
AM: Não sei muito bem. São imagens com simbolismo forte e surgiram no meu trabalho de maneira espontânea. E tem também os dentes, o martelo, a cadeira, os pregos, a cruz... Símbolos que, de alguma maneira, acredito traduzirem minhas lutas e questionamentos internos sobre a vida e a morte.
ZQN: Como você consegue colocar tanta intensidade em suas obras?
AM: "Sou um cara sensível". Sei lá... Eu tento sempre ser o mais sincero comigo mesmo e nunca usar nada de forma gratuita nas minhas obras. Desenvolvi um senso de auto-crítica muito apurado e sou muito rígido em relação ao que produzo. Acho que a minha busca é traduzir de alguma maneira os temporais que estão dentro de mim. Eu me esforço.
ZQN: Quais os planos para esse ano?
AM: Produzir mais do que o ano passado, colocar o trampo pra frente e correr atrás desses dólares.
ZQN: Qual o espaço dado à arte no Brasil? Acha ser suficiente?
AM: O espaço dado a arte é muito grande no Brasil. Deve ser suficiente sim. Faltam é mais hospitais públicos decentes, escolas... Essas coisas mais básicas, né!
ZQN: Este espaço é seu. Deixe seu recado.
AM: Ana Elisa, eu te amo!
segunda-feira, janeiro 15, 2007
ENTREVISTA #6
* Por Paula Cabral Gomes *
Zine Qua Non: Como surgiu a Submarine Records? De onde veio a idéia e como foi colocá-la em prática?
Fred Finelli: A Submarine iniciou suas atividades em dezembro de 1998. A idéia surgiu da vontade de colocar na rua música independente que nos dizia algo. A prática veio com o lançamento de uma coletânea em cd "some songs, some places, some feelings" (1000 cópias), em maio de 1999.
ZQN: Qual a principal base da gravadora?
FF: A base da Submarine é trabalhar com artistas que façam música que seja relevante pra gente e de preferência (até hoje tem sido assim) que tenhamos uma afinidade, proximidade com o pessoal que lançamos. Temos também uma preocupação em buscar sempre lugares decentes para shows. Locais que respeitem quem está tocando e o público, que é quem vai, paga o ingresso e compra os discos.
ZQN: Como é o relacionamento com as bandas e os músicos?
FF: O relacionamento é bem ok, pois sempre estamos em constante comunicação com os artistas e músicos. A Submarine além de lançar os discos, trabalha em divulgação, suporte e agendamento de shows. Uma relação de cumplicidade entre artista e selo faz a coisa funcionar aqui.
ZQN: De que forma você veio parar no meio under da música brasileira e internacional?
FF: Em 1989 em meio aos discos de trash metal e a era Cogumelo Records (Belo Horizonte) conheci o punk, mas ainda era o punk "clássico" por assim dizer e, juntamente com um amigo (Bruno), começamos a ir atrás de informação, coisa de descoberta mesmo. Daí conhecemos o circuito de shows underground na cidade, as demo tapes, os fanzines, os selos independentes de fora, as centenas de bandas. E o lance era que nessa época quase tudo era feito por carta. Desde pedir um catálogo de lançamentos de um selo, trocar material, fazer amizade, etc. Depois conheci de perto um fanzineiro (Guilherme, do Esquistossonoise). Comecei a colaborar no zine dele, até que em meados dos anos 90 eu criei meu próprio (Needle, que teve 04 #s) e depois montei a Submarine Records.
ZQN: É mais difícil mostrar o trabalho das bandas brasileiras para o público daqui ou para o de outros países?
FF: Acho que o que difere são as realidades culturais, sócio-econômicas e de características próprias dentro do meio independente/underground de cada lugar. Um país que possui uma estrutura, cultura forte voltada para a produção independente recebe melhor o trabalho, o que não é o caso do Brasil.
ZQN: Você considera que o Hurtmold abrir shows dos Los Hermanos é um avanço para o seu trabalho ou é apenas outra maneira de divulgação?
FF: Eu acredito que seja um fruto do trabalho tanto do Hurtmold quanto da Submarine aliado ao fato do Los Hermanos gostar da música do Hurtmold e estar com um olhar voltado para bandas independentes.Para a Submarine é sempre bom ter a oportunidade de mostrar a música para um público que dificilmente iria a um show do Hurtmold no circuito independente. E além do mais, o que eu percebi quando trabalhei nestes shows de abertura é que o público do Los Hermanos é atento e sempre chegou cedo e assistiu os shows do Hurtmold e se interessou pelos seus discos e por informações pertinentes. Isso é muito positivo.
ZQN: Qual é a maior dificuldade enfrentada pela Submarine?
FF: Legal esta pergunta… Sabe o que acontece? Eu percebo e escuto por aí muita reclamação com relação a esta coisa de "dificuldade". Olha, eu tenho certeza absoluta de que as coisas são difíceis SIM, pois passei e passo por muitas, mas tem como você minimizar este sofrimento e não usar estas "dificuldades" como desculpa ou argumento para camuflar uma falta de empenho, descompromisso e um não posicionamento diante das situações que enfrentamos no independente. Então a maior dificuldade talvez seja se situar, saber onde está pisando, ver quem é quem e o que você quer.
ZQN: Maurício Takara, além de tocar no Hurtmold, leva os trabalhos M.Takara e São Paulo Underground, os três acompanhados pela Submarine Records. Como é ver de perto o desenvolvimento de um músico e, de certa forma, ajudá-lo nesse processo?
FF: É sempre bom ver as coisas caminhando. O Maurício além de amigo é um músico que tenho grande admiração. Sempre conversamos sobre os trabalhos, trocamos idéias e discutimos sobre o que se passa. A relação é boa por que não nos comunicamos somente quando tudo está um mar de rosas, e sendo assim as coisas sempre tendem a ficar claras e funcionais neste sentido. É muito gratificante estar de alguma forma junto no processo, mas acima de tudo o Maurício é um cara dedicado, que corre atrás. Ele optou por um caminho e está focado nele, que é fazer música.
ZQN: Como foi a vinda de Joe Lally para o Brasil? Muitos queriam ver o Fugazi em suas apresentações?
FF: Os shows que vi e acompanhei (os três de São Paulo) foram bem bons. Música forte. Achei ótimo o Maurício (Takara) e o Fernando (Cappi) terem tocado com o Joe nos shows, pois juntos deram uma outra roupagem, uma interpretação diferente para as músicas. Foi legal mesmo a vibe entre os três.E quanto aos que queriam ver o Fugazi é aquilo, basta estar informado e disposto em saber o que se passa. O Joe veio ao Brasil com o disco dele lançado. Não era uma surpresa.Então se alguém foi ao show e ficou "desapontado" (notei isso mais no primeiro show) porque esperava a sonoridade da sua banda anterior, "caiu do cavalo" por sua própria desinformação e desinteresse.
ZQN: Qual sua opinião sobre a música brasileira? Tanto a que está na grande mídia, quanto a que vive no chamado cenário underground?
FF: A música brasileira tem o seu poder, qualidade e está representada e sendo feita em tudo quanto é nicho. Como qualquer estilo e segmento, tem suas coisas boas e ruins. Mas aí é de cada um escolher o que te causa, o que te faz bem ou soma de algum modo para o seu dia a dia.
ZQN: Com o (re)lançamento da revista Rolling Stone no Brasil, o questionamento sobre publicações "significantes" brasileiras que falam sobre música (em geral) e outros assuntos com qualidade e conteúdo tornou-se maior. Qual sua opinião sobre as mídias que tratam da música e da cultura brasileiras?
FF: Com relação às mídias relacionadas a música, as que tem me interessado ou pelo menos feito um trabalho decente, no meu ponto de vista, estão no independente. Nâo é também uma quantidade enorme de veículos, mas os que fazem bem estão preocupados em buscar informações, escutar a música e escrever sobre ela. Ou seja, trabalhar, fazer o que se propõem.Na grande mídia a coisa anda bem caída, o que importa ali é estética, comércio, bizarrice, apelação, muita preza e a música ficando em último lugar.
ZQN: Qual tipo de som você curte?
FF: Música em geral. O tempo vai passando e você vai mais e mais conhecendo outras coisas (velhas e contemporâneas) absorvendo informação e o melhor de tudo, tendo novas sensações. Pra mim é vital isso.
ZQN: O que falta para a música brasileira ser valorizada pelo próprio brasileiro?
FF: A música brasileira está aí todo dia, na periferia, nos grandes centros, no interiorzão do país… as pessoas ouvem música brasileira.Acho que só falta os "formadores de opinião" valorizarem/enxergarem o que é produzido no país.
ZQN: O que podemos esperar das bandas que estão aparecendo?
FF: Eu não sou muito de ficar esperando estas coisas… mas se eu tivesse que esperar… esperaria que as bandas fizessem o que quisessem fazer e não o que gostariam que elas fizessem. Um som desprovido de tendências, filões e essas coisas.
ZQN: Você acha que o rock deixou de "fornecer bons filhos" como muitos pensam e dizem por aí? Que apenas encontraremos "mais do mesmo"? (não que eu acredite nisso!)
FF: Acho que sempre há coisa boa surgindo sim. Às vezes este assunto gira um pouco em torno de um saudosismo desnecessário e preconceito até.O que era bom no passado não perde seu espaço hoje e o que está vindo por aí pode ter e tem suas qualidades também. Por que não?
ZQN: Quais são as novidades e os planos de/para 2007?
FF: Em 2006 aconteceu muita coisa boa por aqui. Para 2007 o que posso adiantar são os novos discos do The Eternals e Hurtmold, além do lançamento do cd "mestro", do Hurtmold, na França. E no mais estamos trabalhando aqui para fechar mais atividades para 2007.Mas sempre prefiro abrir a boca quando as coisas estão certas.
ZQN: O que você deseja para a Submarine e para a música para 2007 e os anos seguintes?
FF: Para a Submarine desejo paz e saúde pra trabalharmos. Para a música… humm… sei lá, que venha soprada por bons ventos.
ZQN: Este espaço é seu. Deixe seu recado.
FF: Obrigado a você Paula pelo espaço e pelo interesse.É muito bom poder responder perguntas para um fanzine impresso.Agradeço também a todos que comparecem aos shows do Hurtmold, São Paulo Underground, The Eternals, M.Takara e que compram nossos discos. Feliz 2007!Para conhecer a Submarine Records e seus artistas: www.submarinerecords.net
ENTREVISTA #5
* por Paula Cabral Gomes *
Zine Qua Non: Qual a importância do underground para o cenário paulistano e brasileiro?
ZQN: As mídias alternativas ajudam bastante as bandas novas e independentes a divulgarem seu trabalho?
ZQN: Você acredita que, com a internet, o underground deixou de ser underground?
ENTREVISTA #4
Zine Qua Non: A cobertura feita por jornais menores ou jornais e revistas alternativos pode ser feita de forma melhor, ou seja, mostrando realmente o que acontece? Ou a probabilidade destes serem parciais prejudica a cobertura?
ZQN: O efeito do horário político sobre os eleitores vem diminuindo com o passar dos anos?
ZQN: Você acredita que é melhor mostrar de uma vez qual é a posição política do jornal ou acredita que é possível ser imparcial?
ZQN: Como você explica o fato de o governo Lula ter passado por inúmeras acusações nesses últimos quatro anos e ter tantos votos que permitem que ele ganhe no primeiro turno?
ZQN: Eu sei que o voto é secreto, mas quais são seus candidatos?
ZQN: Você acha que o Lula um dia conseguirá colocar em andamento uma lei que "proíbe" o monopólio da mídia como alguns países da Europa já possuem?
ZQN: Que tipo de candidato você acha que agradaria a população e faria com que o Lula não fosse reeleito?
ZQN: Heloísa Helena com toda sua garra exposta e um projeto de governo que promete fazer inúmeras mudanças no país teria chances de vencer caso o Lula não estivesse na disputa?
ZQN: O que pode explicar a grande porcentagem da candidata PSOLista em sua primeira candidatura a presidência?
ZQN: Caso Serra fosse o candidato tucano, Lula cairia nas pesquisas?
ZQN: A que se deve a grande aceitação do governo, mas não a do presidente?
ZQN: O que você espera das eleições de 2010?
ZQN: Do governo Lula, o que pode ser visto como bom?
ZQN: O que você acha dos programas de assistência social feitos pelo governo, como Bolsa Família, ProUni etc.?
ZQN: Como o voto nulo pode ser útil caso queiramos mostrar insatisfação com relação aos candidatos aos cargos políticos?
ZQN: Como os jovens podem mudar a situação da sociedade brasileira?
ZQN: Mais mídias alternativas ajudariam a fortalecer a democracia?
ZQN: Este espaço é todo seu. Deixe seu recado.



